“Cuidar-se é um ato de fé que deve ser praticado em todas as idades”, disse o ator Antonio Pitanga durante a Maratona Digital da Longevidade Expo+Fórum

Evento online direcionado para o público 50+ recebeu o ator Antonio Pitanga, a missionária da tradição zen-budista Soto Zenshu, Monja Coen, e a fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes para um bate-papo especial sobre religiosidade, empreendedorismo, inclusão e diversidade

O III Congresso Unimed da Longevidade, sob a curadoria da Unimed Seguros, promoveu, no segundo dia da Maratona Digital da Longevidade Expo+Fórum, um painel que abordou diferentes temáticas como religiosidade, empreendedorismo, inclusão e diversidade, com a presença de três convidados especiais. 

A conversa no formato talkshow foi liderada pelo ator, autor e diretor de teatro Odilon Wagner, que recebeu o ator Antonio Pitanga, a missionária da tradição zen-budista Soto Zenshu, Monja Coen, e a fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes.

O ator Antonio Pitanga, nascido na Bahia, comentou sobre como a mistura de religiões esteve sempre presente na sua vida desde criança. Em referência ao samba enredo ‘Um negro em movimento’, feito em sua homenagem, o ator disse que aos 82+ busca sempre entender e ‘navegar’ em todas as religiões.

Você é o guardião da sua criação”, disse Pitanga sobre como manter a fé na longevidade. Para ele, cuidar-se já é um ato de fé que deve ser praticado durante toda a vida. 

Neste tópico, Monja Coen concordou com o ator e acrescentou que “ao cuidar de si, você está cuidando de todos os outros”. Ela comentou também a diferença entre espiritualidade e religião. “A procura pela espiritualidade é algo inerente a todos os seres humanos e é independente da religião que escolhemos seguir, cada um de nós vai ter uma afinidade com um grupo (religião) diferente”. Ainda falando de religiosidade e fé, Monja Coen trouxe um novo termo para o debate, a transreligiosidade. “Podemos conhecer, interagir e até mesmo praticar diferentes religiões, sem perder o nosso propósito”, afirmou. 

Outro destaque da conversa foi a questão de inclusão e diversidade, em especial, no que diz respeito à posição das pessoas negras e das mulheres na sociedade. Ana disse que o Brasil é o 7º país mais desigual do mundo e que 80% do trabalho não remunerado ou não valorizado no mundo é realizado por mulheres. “Somos uma maioria minorizada por padrões sociais”, salientou e acrescentou: “Ao falar de inclusão racial e de mulheres, estou pleiteando direitos humanos. Somos uma ‘maioria minorizada’ que precisa de condições e oportunidades iguais”, disse.  

Sobre esse tema, Monja Coen compartilhou como é a trajetória de mulheres monjas budistas e comentou que a equidade é o caminho, porque significa que todas as pessoas devem receber o mesmo valor, o direito de existência e a necessidade de respeito. Já Pitanga, ressaltou a sua relação com a mãe, uma mulher negra forte que representou para ele a importância social e a humanidade da mulher. “Minha mãe traduziu para mim o sentimento de poder enxergar as mulheres”, afirmou o ator. 

Para finalizar o bate-papo, o assunto foi o empreendedorismo. Ana explicou que a Rede Mulher Empreendedora foi criada há onze anos com a ideia de ajudar mulheres empreendedoras a alcançar a independência financeira, tomar a decisão sobre os negócios e as próprias vidas por meio de cursos, treinamentos e mentorias. “A Rede foi se desenvolvendo ao longo dos anos e percebi que cada mulher assimila de forma diferente as ferramentas e elementos que oferecemos para o seu empoderamento. Cada mulher tem o seu tempo para construir a sua transformação”. De acordo com Ana, a Rede hoje tem mais de 1 milhão de mulheres. 

A íntegra do painel está disponível no canal da Longevidade Expo+Fórum no Youtube. Clique aqui e assista.