DesConferência Lab60+2019 reúne peças-chave para debater o trabalho sênior

DesConferência Lab60+2019 reúne peças-chave para debater o trabalho sênior

29 de Setembro de 2019 às 21:59

No primeiro dia da feira, a Arena Silver Week foi o palco de importantes debates sobre o trabalho sênior no Brasil e no mundo, com palestrantes renomados como André Forastieri, Sergio Serapião, Eduardo Meyer, Giselle Lukashevich, Wellington Nogueira, Luis Eduardo Mercês e Lidia Zuin.

Oportunidades inovadoras de trabalho sênior criadas por startups e coletivos

“As pessoas vão viver mais e, portanto, precisar trabalhar mais. O Brasil é um país ainda muito jovem, onde os com mais idade acabam passando despercebidos. Mas, hoje, no Brasil e no mundo, as pessoas vivem mais e têm diferentes tipos de necessidades. O perfil demográfico do planeta mudou e não tem volta e, por isso, o mercado de trabalho ainda precisa olhar com mais cuidado e atenção para este público dos 60+ e este é o nosso foco aqui. Com iniciativas deste tipo, como a Longevidade Feira + Fórum, é que conseguimos começar a mudar realidades”, André Forastieri, Jornalistae CEO da consultoria Tambor Digital.

“Precisávamos criar algo maior do que qualquer empresa e do que qualquer governo para fomentar um ecossistema do público longevo e criamos então o Lab 60+, que hoje já conta com mais de 800 organizações e algumas milhares de pessoas engajadas. Com isso, fomos mergulhando nos problemas reais da população madura e identificamos três: isolamento, que causa depressão, a depressão que acaba comprometendo a saúde e a questão financeira, que diminui significativamente após uma certa idade. Começamos então a fazer uma série de iniciativas testando o que poderia dar conta deste problema complexo e a Labora foi a solução, uma startup que conecta grandes empresa às potências do sênior e, com isso, cria trabalhos em escala. Assim tratamos três problemas com uma única solução”, Sergio Serapião, Presidente do Instituto Lab60+ e CEO da Labora.

“Hoje venho falar sobre empregabilidade sênior, que é um movimento que está em alta e com o qual precisamos nos atentar de forma muito pontual, pois o desemprego é uma realidade e até 2040, pessoas com mais de 50 anos representarão mais de 50% da força de trabalho no Brasil. Temos que pensar em formas disruptivas e inovadoras de criar oportunidades de trabalho, pois isso é de extrema importância”, Giselle Lukashevich, Fundadora e CEO do Motivato e Hold Hands.

“O Trabalho 60+ nasceu de um curso de reinvenção profissional do Lab 60+. Fomos em 15 pessoas com mais de 60 anos, ou seja, mais de meio milênio de experiência profissional, para uma vivência em uma empresa e lá resolvemos três problemas que a empresa não conseguia resolver e o resultado foi surpreendente para todos. São 3 anos de existência do grupo e é fantástico ter um evento deste tamanho e de tamanha repercussão para mostrar nosso trabalho e as necessidades dos maduros para o mundo”, Eduardo Meyer, Fundador e colaborador do grupo ” Trabalho 60+”.

 

Trabalho voluntário sênior para resolução de desafios sociais

“Vim aqui para abordar o processo de reinvenção. Eu, com 58 anos completos, estou passando por isso. Depois de 25 anos à frente do Doutores da Alegria, tive um processo bonito de transição ao descobrir que eu queria ir para a minha próxima fase e trabalhar com futurismo e a mudança do modelo mental. Hoje eu estou me reinventando profissionalmente e mudando meus modelos mentais. É muito importante que a gente conheça que esta é uma fase incrível de sabedoria e precisamos ir para ela livres de qualquer preconceito e julgamento”, Wellington Nogueira, fundador do Doutores da Alegria.

 Reinvenção do trabalho sênior em grandes empresas

“Diversas empresas fazem parte da Labora, como é o caso do Itaú, a primeira que entrou nisso com a gente. Desenhamos juntos uma profissão específica para criar a possibilidade de ter um sênior em cada agência do banco e o foco é que este trabalho precisa ser realizador para o sênior, produtivo para a empresa e gerar saúde para a pessoa. Para isso, ela precisa estar preparada e certificada e, por isso, vamos medindo através do app, diariamente, se ela está melhorando a sua saúde”, Sérgio Serapião, idealizador e líder do movimento Lab60+.

Trabalho no Itaú Viver Mais, coordenando todas as atividades deste setor. Estamos pesquisando muito sobre a questão da longevidade e olhando políticas no mundo sobre a questão de incluir o público sênior no mercado de trabalho. Estamos focados na inclusão destas pessoas, mas em posições diferentes das tradicionais e em modelos diferentes de contratação. Precisamos falar mais sobre este público, em todas as temáticas, não apenas dentro das empresas, mas como sociedade”, Luis Eduardo Mercês, Coordenador do Itaú Viver Mais.

O futuro do trabalho em um mundo dominado por jovens e máquinas

“Atualmente, muito se fala da tecnologia conseguindo mudar algumas realidades de trabalho ao substituir o ser humano. Mas, é preciso entender que a Inteligência Artificial pode substituir funções mais manuais, braçais, físicas, mas não o pensamento crítico e a criatividade. E o que pode ser melhor do que um jovem para isso? Uma pessoa sênior, que tem o nível de maturidade e pensamento crítico mais apurado pelas suas vivências”, Lidia Zuin, Head do Núcleo de Inovação e Futurismo da UP Lab.

 

Profissões do futuro para pessoas acima de 50 anos

“Na Labora desenvolvemos uma realidade na qual o longevo trabalha no dia e horário que quiser e recebe certificados. A jornada de trabalho é ele quem monta de acordo com o seu dia a dia. E estar aqui significa que muito ainda pode ser criado”, Sérgio Serapião, Presidente do Instituto Lab60+.