Longevidade Expo+Fórum e Unibes cultural debatem conceito de longevidade na sociedade contemporânea

Longevidade Expo+Fórum e Unibes Cultural debatem conceito de longevidade na sociedade contemporânea

Diretor-executivo da Unibes Cultural, Bruno Assami, propõe, por meio da arte e da expressão, o debate sobre a maneira com que o longevo é visto pela sociedade brasileira

Determinada em trazer os melhores especialistas para o público sênior, a organização da Longevidade Expo+Fórum conta, desde 2019, com a parceria da Unibes Cultural. Em entrevista, o diretor executivo da entidade, Bruno Assami, conta sobre o trabalho desenvolvido, as atividades realizadas pelo centro cultural e a participação na Longevidade Expo+Fórum.

 

BRUNO ASSAMI

Longevidade Expo+Fórum: Bruno, obrigado por atender a Longevidade Expo+Fórum. Como a Unibes Cultural trabalha a longevidade em sua programação?

Bruno Assami: Agradeço a oportunidade. Na Unibes falamos sobre longevidade de uma perspectiva ampla e que considera diversos públicos: crianças, jovens, adultos, idosos e família.

Longevidade: E como esse diálogo se dá na programação de atividades?

Assami: Temos diversas frentes: planejamento financeiro, de carreira, de formação de networking, inclusão digital para o longevo, entre várias outras atividades e cursos. Por exemplo, vamos oferecer um curso de games para idosos, que é muito mais do que um desafio profissional. Todas essas atividades, de alguma forma, permeiam a vulnerabilidade que está no imaginário coletivo em torno da pessoa com mais idade. E  trabalhamos com isso. Além do mais, também organizamos encontros temáticos e exposições que trazem um olhar sobre particularidades da longevidade.

Longevidade: Você fala do imaginário coletivo. De maneira geral, como a longevidade é tratada pela sociedade brasileira?

Assami: O Brasil coloca a questão da longevidade sob a perspectiva da impotência. E o que o movimento longevo tem trazido para a agenda da sociedade brasileira é, justamente, uma ressignificação, não somente do papel do idoso, mas fundamentalmente do conceito sobre o envelhecimento e sobre a longevidade.

Longevidade: Como vê a atuação dos setores atentos às questões da longevidade?
Assami: A agenda da longevidade é altamente potente no Brasil. O desconhecimento, a ignorância nos coloca o desafio de traduzir uma realidade que será comum a todos nós, pois vamos viver muito. Na Unibes Cultural, percebemos que o nosso espaço deveria se posicionar como um hub, como um espaço fomentador dessa agenda da sociedade civil.

Longevidade: De que maneira os 60+ estão incorporando a transformação da ideia de ‘viver mais’?

Assami: São questões que nos movem para uma nova percepção. Você não vê uma exposição de longevos com uma autoimagem depreciativa; pelo contrário, o que se vê é a retratação de indivíduos saudáveis, potentes e realizadores, e essa percepção é muito importante. Os longevos são potentes e agentes neste processo de mudança.

Longevidade: E a parceria com o Longevidade Expo+Fórum, como surgiu?

Assami: Quando o evento começou a ser organizado, nos pediram para participar da curadoria de uma série de encontros temáticos. Levamos ao evento esses protagonistas [os longevos], as organizações que estão no Unibes e recriamos  a nossa arena.

Longevidade: E o que preparam para a Maratona Digital 2021?

Assami: Vamos propor a discussão em torno dos modelos de moradia para os longevos, porque esse é outro tema que aflige a sociedade contemporânea e o Brasil tem poucas estruturas de proteção no que diz respeito à temática. É um painel bastante prático que nos provocará a pensar nos modelos que existem hoje no país.

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