População 60+ deve dobrar no Brasil até 2060: passando dos atuais 30% para 60%

Tendência é que os brasileiros tenham uma vida cada vez mais longa, com uma contribuição ainda maior para a economia do país. Foi o que disse o ex-ministro da Fazenda e diretor de estratégia e relações com mercados do Banco Safra, Joaquim Levy, durante a Longevidade Expo+Fórum 2021

Com o acelerado crescimento da população sênior mundo afora, especialistas do mercado já começam a denominar o atual momento de Revolução ou Economia Prateada. Um deles é o ex-ministro da Fazenda e diretor de estratégia e relações com mercados do Banco Safra, Joaquim Levy, que participou da Maratona Digital da Longevidade Expo+Fórum 2021.

Segundo ele, atualmente já contamos com cerca de 1 bilhão e 300 mil pessoas 60+ pelo mundo e a expectativa é que este número cresça ainda mais nos próximos anos. “As estimativas apontam que este total deve chegar a 2 bilhões de indivíduos até 2060, e, consequentemente, o poder de compra deste público deve subir na mesma proporção. Tomando como exemplo os Estados Unidos, já percebemos que o poder de compra da população americana desta faixa etária equivale à terceira maior economia do mundo: 56% de cada dólar gasto por lá em 2018 vieram de pessoas longevas”, afirmou.

Mas esta expansão da economia prateada não se restringe apenas ao exterior; no Brasil não é diferente. De acordo com Levy, a população prateada deve dobrar no país até 2060, indo dos atuais 30% para 60% das pessoas.

“A tendência é que os brasileiros tenham uma vida cada vez mais longa, com uma contribuição ainda maior para a economia do país. E o interessante é pensar que este público não consome somente alimentos e medicamentos, mas uma intensa variedade de produtos e serviços. Para se ter ideia, 90% deles já possuem um aparelho celular e mais de 50% acessam a internet atualmente”.

O ex-ministro da economia finalizou lembrando que, além de uma maior capacidade de compra, também é fundamental facilitar as opções de investimentos para este público, pensando na estabilidade financeira dele. “É essencial não esquecermos do rendimento dos mais longevos, por isso a reforma da previdência foi importante para garantir mais estabilidade para esta população no futuro. É crucial nos adequarmos cada vez mais para atendê-los, criando instrumentos financeiros que possam garantir condições para todos”, completou.

O presidente da Longevidade Expo+Fórum, Francisco Santos, que participou do painel, lembrou que a longevidade não pode ser tratada apenas pelo prisma da saúde e do social. “O ideal seria que a Silver Economy fosse percebida como um movimento econômico importante para a sociedade e para o mercado”.

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